Falar inglês é o que menos importa para começar o intercâmbio


É hora de acabar com a ideia pré-concebida de que é preciso estudar inglês aqui no Brasil, pelo menos por alguns meses, antes de viajar. Não é necessário, de forma alguma. A falta de  conhecimento da língua inglesa não interfere em absolutamente em nada no projeto do intercâmbio. Pelo contrário: começar do zero, com professores nativos, faz com que o estudante aprenda mais rápido e de maneira eficaz.

Todas as escolas de inglês para estrangeiros estão totalmente preparadas para receber o estudante e, se for o caso, alfabetizá-lo. Além disso, quase 100% das instituições têm em seu quadro de colaboradores um representante de marketing latino americano, que fala português ou espanhol. 

Na Austrália, por exemplo, todas as escolas para estrangeiros que operam sob vistos de estudantes, possuem um registro que se chama CRICOS – The Commonwealth Register of Institutions and Courses for Overseas Students. Somente as instituições que receberam do Departamento de Educação do Governo Australiano esta aprovação podem matricular e lecionar para estrangeiros. 

E o que isso significa? Que as escolas, além de estarem preparadas em relação ao ensino para estrangeiros, conhecem todas as dificuldades de comunicação e as necessidades dos estudantes em sua adaptação. Todo o staff de uma escola é sempre muito acolhedor e não deixa ninguém passar perrengue. Pelo contrário: a escola é um local que está sempre pronto para ajudar, pois concentra todas as informações importantes para contribuir com o bem-estar e a tranquilidade do estudante durante seu intercâmbio. 

E quem não falar nada de inglês faz o que no primeiro dia de aula? Este é o “frio na barriga” de muita gente, mas não existe motivo algum para preocupação, ou medo de passar por alguma situação constrangedora. Pode confiar. 

O aluno vai chegar à escola e será conduzido à recepção para apresentar documentos, comprovante de matrícula e tirar foto para carteirinha. Como eu disse anteriormente, a grande maioria tem funcionários latinos que trabalham nos primeiros dias de aula prestando total apoio. Depois disso, os alunos serão acompanhados para realizar um teste de nível de inglês, a fim de aferir todas suas aptidões no idioma, incluindo gramática, conversação e audição. 

A avaliação vai mensurar nível do aluno, se básico, pré-intermediário, intermediário ou avançado. Importante salientar: o brasileiro normalmente não vai para o nível mais baixo de todos, porque, apesar de a gente não ter sido alfabetizado em inglês, temos muita influência do mesmo. Quem gosta de rádio FM, normalmente vai ouvir música americana; no cinema, os filmes que a gente mais gosta estão em inglês. O estrangeirismo está no nosso dia a dia e o nosso alfabeto é o mesmo que o inglês. 

Depois da prova, normalmente os alunos fazem um tour dentro da escola, vão conhecer os laboratórios, refeitórios, salas de filmes, e áreas comuns. Praticamente todas as escolas levam a um passeio pela cidade, nos pontos turísticos mais movimentados, para quebrar o gelo mesmo e ajudar a atenuar o receio natural que todos os estudantes de primeira viagem têm. 

Depois que você fez o mais difícil, que é chegar a outro país, basta praticar bastante e nunca ter vergonha de falar. É assim que se aprende! 

 

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